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Resumo da ministração
Éfeso
O Apocalipse não foi dado para alimentar medo ou especulações sobre datas, mas para fortalecer nossa esperança no cumprimento das promessas de Deus e nos revelar Jesus. Na carta à igreja de Éfeso, o Senhor se apresenta como aquele que conserva as sete estrelas em sua mão e anda no meio dos sete candeeiros. As estrelas apontam para os mensageiros que recebem e transmitem sua palavra, enquanto os candeeiros representam as igrejas, chamadas a iluminar o mundo com a vida de Cristo. Por isso, nossa luz não procede de nós mesmos: ela depende da presença do Senhor entre nós, pois somos chamados a brilhar diante dos homens.¹
Jesus reconhece o trabalho, a perseverança e o discernimento dos irmãos de Éfeso. Eles sabiam identificar falsos apóstolos, suportavam provações e não haviam esmorecido. Contudo, haviam abandonado o amor que possuíam no princípio. O problema não era falta de atividade nem de firmeza doutrinária, mas a perda do amor que dava sentido às suas obras. Por isso, o Senhor os chama a lembrar de onde caíram, arrepender-se e voltar à prática das primeiras obras. O caminho não consiste apenas em recuperar um sentimento, mas em restaurar o amor para que as obras também sejam restauradas.²
Desde o início, a igreja de Éfeso havia sido ensinada a unir verdade e amor. Paulo mostrou que o corpo de Cristo cresce e edifica a si mesmo em amor quando cada membro coopera com aquilo que recebeu de Deus.³ A instrução confiada a Timóteo também visava ao amor que procede de coração puro, boa consciência e fé sem hipocrisia.⁴ Assim, a precisão doutrinária não pode ser separada do amor: precisamos discernir o erro sem transformar diferenças em motivo de divisão.
O amor deve ser a fonte de tudo o que fazemos. Evangelizar exige compaixão pelos perdidos; ensinar e discipular requer cuidado com quem precisa crescer; servir, contribuir, profetizar e orar pelos enfermos devem expressar misericórdia. Mesmo os dons dados para um fim proveitoso perdem seu valor quando não são exercidos em amor. Amar a Deus também se torna visível no amor pelos irmãos, pois aquele que ama é nascido de Deus e o conhece.⁵ Esse amor não ignora o mal nem abandona a verdade: ele é sincero, apega-se ao bem e honra os irmãos.⁶
Como igreja, podemos ter boa estrutura, muitas atividades e clareza sobre o que cremos, mas tudo se torna vazio se não houver amor e misericórdia. Jesus orou para que sejamos um, a fim de que o mundo creia.⁷ Quando vivemos em unidade, o Senhor se faz presente e sua luz alcança os que estão em trevas. Precisamos, portanto, examinar nossa vida, abandonar aquilo que nos divide e voltar ao amor do princípio. Amor restaurado produz obras restauradas e torna visível, por nosso intermédio, a vida de Cristo.
Perguntas para reflexão
- Tenho realizado minhas obras para Deus movido por amor e compaixão ou apenas por responsabilidade e hábito?
- Como posso preservar a verdade e, ao mesmo tempo, tratar com amor alguém que pensa ou age de maneira diferente de mim?
- O que preciso abandonar ou restaurar para contribuir com a unidade da igreja e voltar à prática das primeiras obras?
Referências bíblicas
- Mateus 5:14-16
- Apocalipse 2:1-7
- Efésios 4:16
- 1 Timóteo 1:5
- 1 João 4:7-8
- Romanos 12:9-10
- João 17:21